Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Depois de umas férias terrivelmente boas

... estranho a minha capacidade de adaptação no retorno ao trabalho, à vidinha dos 350 dias do ano. Mas após auto- exame, concluo que trabalhar sem superior hierárquico, vulgo chefe, com música, descalça e de óculos escuros, ameniza certamente o processo.
publicado por Branca às 15:08
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 23 de Agosto de 2008

Jackie O (I)

Seria altamente improvável voltar a este blog sem que tecesse alguns apontamentos sobre estas férias. Não esperem nada de muito denso, porque estas duas semanas pautaram-se basicamente por me terem moído o corpo e amaciado a mente.

Tenho em crer que apreciação que se faz de um lugar desconhecido, passa pelo reconhecimento de pontos de contacto e de diferenças. Ora o primeiro impacto foi de uma grande familiaridade com os primos gregos. Depois de treinar a dicção das saudações, rapidamente comecei a passar por grega, coisa que me dava um certo gozo.

Não levava grandes expectativas sobre Atenas. Disseram-me ser quente, caótica e poluída. Confirmou-se. Mas ter subido 6 andares para ir beber uma cerveja fresquinha ao atelier de uma pintora e dar de caras com a Acrópole iluminada foi lucro. Ter visto deuses gregos em pedra, em bronze (e em carne e osso) foi lucro. Ter percorrido o mercado de velharias e as lojinhas de artesanato foi lucro. Ter jantado grelhados e saladas gregas em tabernas ao ar livre foi lucro.

A primeira semana foi passada no Peloponeso. A ideia de voltar a circular em estradas gregas causa-me calafrios. Na auto-estrada, a berma é mais uma faixa de rodagem. As estradas secundárias são estreitas e sinuosas, onde o duplo traço contínuo tem toda a razão de existir, apesar de pouco querer dizer aos condutores autóctones. Ao menino e ao borracho, põe Deus a mão por baixo. Sobrevivemos. Somos concerteza borrachos. O barulho das cigarras foi uma constante dia e noite e a vegetação é seca, sarapintada de oliveiras, figueiras e vinha.

Finalmente avistámos o mar. Ao mergulhar, erguemos os braços a Poseidon, o Deus grego do mar, por aquela bênção: água quente, translúcida e incrivelmente azul. De facto, a bandeira grega não poderia ter outra cor. Cada dia uma praia, mais um fundo do mar para descobrir (snorkel), um novo pôr-do-sol ao jantar. Dizia acreditar convictamente não existir sítio mais bonito do que aquele, mas a nossa amiga provava-me diariamente estar enganada. E quanto lhe agradeço!

tags:
publicado por Branca às 00:35
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

.pesquisar

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Um em cada cinco

. Pose Nunca_Foste_a_Paris?...

. O milagre da música

. Sonasol Verde Amoníacal

. Smile

. Rosa

. Confissão

. Mnemónicas

. Clara Branca das Neves em...

. O que se passa na cabeça ...

.arquivos

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds